Liberté, Égalité, Fraternité
O dia 14 de Julho é comemorado na França como um dos mais importantes feriados nacionais, celebrando a queda da Bastilha (prisão símbolo do absolutismo da época) em 1789. A data marcou o início da Revolução Francesa e trouxe os ideiais da nova nação que ali surgia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje quem visita Paris a procura da famosa prisão encontra uma estação de metrô batizada com o mesmo nome e uma praça com um monumento em forma de um enorme pilar com um anjo dourado no topo. E só.É certo que por onde se ande em Paris, respira-se história, mas a pergunta é inevitável: o quanto da Revolução Francesa, de tudo o que ela representou, realmente vingou?
O quanto da liberdade, da igualdade e da fraternidade ainda há na França de hoje?
O desfile militar no Champs Elysée, os fogos de artifício, as crianças plantando uma árvore e os amigos se reunindo para comer e celebrar, tudo isso é feito para relembrar a todos a importância da Revolução e das lutas para a formação da identidade nacional tal qual ela é hoje, mas o que ficou disso tudo quando olhamos para a realidade em que hoje se encontra o país?
A identidade francesa hoje está em conflito, os problemas já são outros. Um bom filme lançado recentemente aborda a questão das diferenças étnicas, culturais e sociais que hoje vive o país. Entre Les Murs (Entre os Muros da Escola, em português) vale a pena ser visto.
A colcha de retalhos que atualmente é a França compõe-se de uma diversidade de povos e cultura muitas vezes em choque e num impasse. De qualquer forma, o país é um laboratório social vivo, fascinante e cheio de história. Seja lá o que ficou da Revolução, embora o que se veja hoje pareça ainda distante, vale a pena lembrar do significado do sonho de homens livres, iguais e fraternos.Thiago Mattos.
































